Archive for the ‘ Família ’ Category

Não fique na seca ao se hospedar na casa de parentes ou amigos

Transar na casa de parentes ou até mesmo na casa de amigos pode ser um enorme desafio. Como o risco sempre vale a pena, siga nossas dicas para não acordar a família e amigos com o ranger da cama ou ser pego com as calças na mão:

1 – No primeiro dia, seu álibi é transar ao desfazer as malas. Ajuda a disfarçar barulhos.

2 – Peça para seu namorado usar roupas que facilitam o acesso.

3 – Colocar o colchão no chão evita que o resto da casa participe da brincadeira.

4 – Estão numa suíte? Tomem banho juntos.

5 – Procure lugares afastados da casa principal: o vestiário da piscina, o salão de jogos…

6 – Tv no quarto, som, banho… Qualquer barulho contínuo disfarça-o da relação amorosa.

Fonte: Cena G

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Relato de um ex-membro de ONG evangélica que prometia curar homossexualidade

O carioca Sergio Viula, de 35 anos, foi um dos fundadores do Movimento pela Sexualidade Sadia (Moses), ONG evangélica que dá auxílio a pessoas que desejam abandonar a homossexualidade. Chegou a ser pastor da Igreja Batista, casou-se e teve dois filhos. Há um ano e meio, porém, assumiu ser gay, deixou a igreja e rompeu o casamento. Viula, atualmente professor de Inglês e estudante de Filosofia na UERJ, conhece como poucos os métodos dos grupos de “reorientação” sexual. Sabe que não funcionam e critica o projeto de lei do deputado estadual Édino Fonseca (PSC) que prevê o custeio de tratamento psicológico para pessoas interessadas em “virar heterossexuais”. O texto, condenado por psicólogos e psiquiatras, já passou por três comissões na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro.

Como surgiu o Movimento pela Sexualidade Sadia, que atua em várias denominações evangélicas?

O objetivo era a evangelização de homossexuais, que nada mais é do que fazer proselitismo religioso. Pretendíamos mostrar que a homossexualidade não é natural e deveria ser abandonada pelos que quisessem agradar a Deus. O Moses também queria dar uma resposta aos grupos gays, que tinham espaço na mídia.

Como o grupo pretende reverter à homossexualidade?

Vendem uma solução, enchendo as pessoas de culpa. No tempo em que eu estava lá, ouvia relatos de sofrimento e tentava arrumar razões para a homossexualidade, sempre ligadas à desestruturação o familiar ou a traumas.
Era um absurdo. O discurso do Moses é homofóbico e cruel: “Jesus te ama, nós também, mas você precisa deixar de ser gay”. O homossexual continua sentindo desejo, mas com um pé no prazer e o outro na dor, com sentimento de culpa, medo, auto-rejeição. Criávamos uma paranóia na cabeça deles.

Quando você percebeu que o “tratamento” era uma farsa?

A gota d´água foi quando um rapaz soropositivo, que chegou a ser da diretoria do Moses, morreu. Ele havia se envolvido sexualmente com dois integrantes do grupo. Um deles estava tão apaixonado que chorou mais que a
viúva no enterro. Comecei a pensar que o grupo não funcionava nem para os que estavam dentro dele.

O que acontecia nos bastidores do movimento?

Uma vez criaram uma célula de homossexuais que se reunia na Tijuca para fazer uma espécie de terapia em grupo. Em vez de virarem heterossexuais, começou a rolar paquera. Tinha gente que saía da reunião para namorar. Dentro do próprio apartamento que sediava os encontros aconteceram experiências sexuais. A célula acabou cancelada. Outra situação absurda ocorreu em um congresso da Exodus – grupo cristão internacional que
combate a homossexualidade – em Viçosa. Os caras paqueravam e ficavam juntos durante o evento. A mensagem da militância gay, que se reuniu na porta, era: “Nos deixem em paz”. Lá dentro, dizíamos que Deus transforma. Mas quem estava no evento fazia o mesmo que o pessoal de fora (risos). Era uma incoerência total.

Fonte: Cena G

Além do preconceito, homossexuais enfrentam várias restrições legais

Não podem adotar. Não podem somar renda para aprovar financiamentos ou alugar imóveis. Não podem acompanhar o parceiro servidor público transferido. Não têm garantia de pensão alimentícia em caso de separação, assim como não podem fazer declaração conjunta do imposto de renda. Esses são alguns dos 78 direitos civis negados ao homossexuais, segundo levantamento do advogado Carlos Alexandre Neves Lima, que tem sido divulgado amplamente entre os ativistas dos movimentos que lutam pelo direito dos homossexuais no Brasil. Segundo Neves, a lista baseia-se no Código Civil, mas se fosse ampliada para outros códigos normativos, como o Estatuto da Criança e do Adolescente ou até mesmo os códigos militares, o número de direitos negados poderia dobrar.

A maior parte das restrições são decorrentes da falta de regulamentação da união homoafetiva no Brasil. Há quase um ano, tramita na Câmara dos Deputados o projeto de lei 4914, responsável por aplicar à união estável de pessoas do mesmo sexo os dispositivos do Código Civil referentes a união estável entre homem e mulher, com exceção do artigo que trata sobre a conversão em casamento. A lei atende a demanda do movimento gay no Brasil, que desistiu de lutar pelo projeto de 1995 que previa o casamento civil entre homossexuais por causa da resistência dos parlamentares e da sociedade.

Na falta de regulamentação sobre o assunto, a Justiça é que tem decidido sobre o tema. O problema, segundo aponta a advogada especializada em direito homoafetivo, Sylvia Maria Mendonça do Amaral, é a subjetividade das decisões:
– A maioria dos juízes se apoia na Constituição e no Código Civil, que não preveem a união entre pessoas do mesmo sexo, mas não proíbe. E o que não é proibido, é permitido. O problema é que se o juiz acha que inexiste a possibilidade de união estável homoafetiva, ele nega toda a ação que pode ser sobre o patrimônio ou até mesmo a guarda dos filhos.

Apesar da adoção de crianças por casais homossexuais ainda não ser permitida, aumenta a cada dia o número de mulheres homossexuais que recorrem à inseminação artificial para serem mães. O problema é que são raros os casos em que a Justiça autoriza o registro da criança no nome de duas mães. Por isso, muitas vezes, quando este casal se separa, a criança fica com a mãe biológica e a outra tem que recorrer à Justiça para ter direito à visitação.
Os gêmeos de Adriana Tito Maciel e Munira Khalil El Ourra já completaram nove meses e até hoje a Justiça paulista não decidiu se as crianças poderão receber o nome das duas mães. Até agora, na certidão de nascimento só consta o nome de Adriana, que ficou grávida. Os óvulos fecundados, no entanto, são de Munira. O pedido para o registro de dupla maternidade foi feito antes do parto. Quando os bebês tinham 20 dias de nascidos, o juiz determinou que eles fossem registrados no nome de Adriana para que a ação pudesse seguir. Passados nove meses, nada ainda foi definido.

– Os médicos reconheceram a dupla maternidade – argumenta Munira. – Se outras mães afetivas já conseguiram o registro porque eu que sou mãe biológica não consigo? Enquanto isto, a gente tem que contar com a sensibilidade de pessoas que vão contra as normas.

Entre estas pessoas sensíveis está o patrão de Munira, que deu a ela quatro meses de licença-maternidade, outro direito legal negado aos homossexuais. A negação do duplo registro, no entanto, tem trazido alguns problemas para a o casal. Os bebês, por exemplo, não podem ser beneficiados pelo plano de saúde de Munira.

Corte suprema
R.G., 38 anos, também teve que recorrer à Justiça para conseguir que seu parceiro fosse reconhecido como seu dependente na Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo (AFPESP). Primeiro, ele recorreu à Secretaria de Justiça de São Paulo, que multou a associação. Depois ele processou a AFPESP na Justiça comum. Os benefícios de ser associado a AFPESF vão de descontos em restaurantes à cobertura de planos de saúde, além de poder se hospedar em uma rede de hotéis por preços bem abaixo de mercado.

A diretoria da AFPESP afirma que os parceiros dos sócios homossexuais não são proibidos de frequentar os hotéis das associações. Contudo não podem fazê-lo como sócio porque não está previsto no estatuto da associação. Ainda segundo a diretoria, a associação não tem problemas em acatar decisões judiciais, mas o estatuto só será modificado caso o Supremo Tribunal Federal reconheça a união estável entre pessoas do mesmo sexo solicitada pela Ação Direta de Inscontitucionalidade 4277. Até lá, pedidos como o de R.G. serão indeferidos.

Luciana Abade, Jornal do Brasil

União gay será votada este ano no STF

Supremo Tribunal Federal pode igualar direitos de casais gays com héteros

A ação de reconhecimento da união homossexual e da igualdade de direitos para os casais gays deve ser votada pelos ministros do Supremo Tribunal Federal na volta do recesso.

Casais homossexuais têm conseguido benefícios na justiça de vários Estados do país, mas sem que o Supremo se pronuncie sobre esses casos.

São juízes que concedem direitos como igualdade para adoção, inclusão do companheiro no plano de saúde ou pensão por morte de parceiro.

O Supremo está diante de uma ação do governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral (PMDB), que pede ao Tribunal que sejam estendidos para as uniões homoafetivas os direitos das uniões estáveis.

A ação é de 2008 e voltada para os funcionários públicos estaduais do Rio de Janeiro, mas com a decisão do Supremo, essa igualdade abrirá procedente para todo país.

A situação do Supremo brasileiro é parecida com a da Suprema Corte dos Estados Unidos que também terá que se pronunciar sobre o casamento gays depois de uma ação movida por um casal gay do Estado da Califórnia pedindo a garantia do direito de se casar.

Fonte: Redação do Toda Forma de Amor

Pesquisa revela com que idade os gays estão declarando sua sexualidade no Brasil

A Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo realizou uma pesquisa na Parada do Orgulho LGBT realizada no ano passado na cidade e revelou que a maioria dos gays declaram sua sexualidade, diferente de hetero, entre 15 e 19 anos e ainda, que um a cada três gays delcara sua sexualidade, diferente da hetero, antes dos 15 anos.

Foram entrevistadas 211 pessoas, entre 10 e 24 anos. Do total, 31,3% disseram ter assumido a sexualidade diferente da hetero entre os 10 e os 14 anos, 62,8% entre 15 e 19 anos e apenas 5,9% após os 20 anos.

O estudo mostrou ainda que 71,1% dos entrevistados tinham assumido sua sexualidade diferente da hetero para a mãe. Os que contaram para o pai representaram 56,8% do total.

A Pesquisa também apontou preconceito nos serviços de saúde. Metade das pessoas ouvidas relatou ser vítima de preconceito, discriminação ou falta de respeito nos serviços de saúde.

Lançado site sobre direito homoafetivo

Página traz projetos de lei, bibliografia e artigos sobre os direitos dos homossexuais no Brasil e no mundo

A ex-desembargadora do Rio Grande do Sul, Maria Berenice Dias, lançou recentemente um site que traz diversas informações sobre direito homoafetivo.

Segundo Berenice Dias, o projeto é mais um “sonho” realizado. “Juntamos tudo o que já foi deferido a homossexuais e transexuais. Além da jurisprudência, tem projetos de lei, bibliografia e artigos nacionais e também estrangeiros”, explica a ex-desembargadora.

Em artigo intitulado “Consolidando conquistas”, Maria Berenice Dias diz que o site “contou com a colaboração entusiasmada de muita gente”. “Os resultados foram surpreendentes. Basta atentar que já no ano de 1980 foi deferida a troca de nome de transexuais e desde 1989 a Justiça federal concede direito previdenciário a parceiros do mesmo sexo. Mas há mais, muito mais. Data do ano de 1998 a primeira sentença deferindo a adoção homoparental. O surpreendente é que há decisões de todos os estados, já chegando a quase 700 o número de sentenças e acórdãos inseridos no banco de dados”, lembra a desembargadora.

Primeira mulher a ingressar na magistratura do Rio Grande do Sul, Maria Berenice Dias foi a embaixatriz do Brasil na I Conferência Internacional dos Direitos Humanos LGBT do I World Outgames, que aconteceu em Montreal, no Canadá.

No ano passado, a ex-desembargadora lançou o primeiro escritório de advocacia especializado em direito homoafetivo no Brasil. Maria Berenice Dias também é autora do primeiro livro dedicado ao tema no país: “União homossexual: o preconceito & a justiça”.

Para conhecer o site, clique aqui

Do Começo Ao Fim

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Um dos filmes mais aguardados do ano vai muito além de uma relação entre irmãos; é uma história de amor livre.

Quando em maio deste ano o trailer do filme “Do Começo Ao Fim” foi divulgado na internet, criou uma enorme expectativa. Era o primeiro filme brasileiro sobre uma história de amor homossexual, com a polêmica de ser entre irmãos.

Longe de esbarrar na banalidade dos clichês de troca-troca entre garotos durante a infância, o filme bravamente dirigido por Aluizio Abranches conta uma história de amor, cumplicidade, respeito e admiração entre os irmãos Francisco e Thomás, que já na fase adulta extrapolam o sentimento em um relacionamento entre homens.

Ambos são filhos de Julieta (Julia Lemmertz), atualmente casada com Alexandre (Fábio Assunção) e com quem tem o caçula Thomás (Rafael Cardoso) – carinhosamente apelidado de Tontom – que admira Francisco (João Gabriel Vasconcellos), seu único irmão e filho do argentino Pedro (Jean-Pierre Noher).

A emoção dos atores atinge seu ápice nos momentos de trocas de olhares, onde é possível sentir a angústia da mãe ao perceber algo diferente em seus filhos, o medo de ambos os pais com a situação e a redenção recíproca entre os irmãos.

A vida dos garotos é marcada por alguns momentos trágicos mas sempre há muita liberdade e, por esse motivo, “Do Começo Ao Fim” já recebe críticas, por ser considerado um filme longe da realidade. E, na minha particular opinião, é nesse ponto que acerta em cheio.

O filme é muito além de uma polêmica relação incestuosa, que acaba passando despercebida. É uma lição de como vivenciar o amor de uma forma libertadora, e não repressora, independente da sexualidade ou relação dos indivíduos.

“Do Começo Ao Fim” ensina e faz brilhar os olhos de como seria viver em um universo onde todos pudessem amar sem limitações e preconceitos, deixando de lado conflitos de discriminação para experienciar apenas os conflitos de qualquer relacionamento – como saudades, ciúmes e o desejo de estar ao lado de quem se ama o tempo todo, do começo ao fim.

Do Começo Ao Fim (idem, Brasil, 2009)
Direção: Aluizio Abranches
Elenco: Julia Lemmertz, Fabio Assunção, Louise Cardoso, Rafael Cardoso, João Gabriel Vasconcellos
Estréia nos cinemas em 27/11/09